sábado, 2 de outubro de 2010

Nova Técnica de Cirurgia Bariátrica Promete Menos Sacrifícios…


Meu noivorado Tales me avisou sobre essa matéria da Suzana Villaverde que está no site da Veja sobre uma nova técnica de cirurgia bariátrica que consiste em manter o trânsito do estômago com o intestino, e eu resolvi colocar aqui pra servir como orientação, mesmo que essa técnica seja ainda experimental…

emagrecimento

Para as pessoas realmente obesas, as opções são duras: enfrentar a variedade de doenças quase sempre associadas a quem está várias dezenas de quilos acima do peso desejado ou cortar, literalmente, o estômago. Chamada de cirurgia bariátrica por derivação gástrica, a operação reduz o estômago a um pedaço mínimo diretamente ligado à porção média do intestino e pode ter uma série de complicações. As mais comuns são fístulas, hemorragias e embolia pulmonar, num primeiro momento; infecções, aderências intestinais e anemia, posteriormente. Em razão da multiplicidade de riscos do método tradicional, vem sendo bem recebida como opção menos arriscada uma técnica nova, a gastrectomia vertical, que tira um pedaço menor do estômago e mantém todas as suas conexões originais, sem desvios nem atalhos. “Por ser nova e ainda pouco testada, essa cirurgia por enquanto é recomendada só para obesos anêmicos, que tenham deficiência de cálcio e vitaminas, e também para os muito jovens ou muito idosos, que precisam receber todos os nutrientes”, explica Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). À medida que for passando pelo teste da prática, a técnica poderá se tornar dominante.

Na versão hoje mais comum da derivação gástrica, chamada de cirurgia de Fobi-Capella, realizada em cerca de 75% dos casos, a redução chega a alcançar 95% do estômago. A pequena parte que continua funcional – situada justamente no ponto de menor elasticidade – é ligada à porção média do intestino. Por causa desse atalho, a absorção dos nutrientes diminui drasticamente. A parte isolada do estômago continua produzindo suco gástrico, que é eliminado pelas vias normais, e não precisa ser removida. Já a gastrectomia vertical não altera o caminho seguido pelos alimentos, mas elimina a porção ociosa do estômago. Essa parte, equivalente a cerca de 80% do estômago, é cortada e retirada – o que torna a cirurgia, evidentemente, irreversível. “O que sobra é grampeado. Como o corte é feito ao longo do estômago, ele vira um tubo gástrico que segue do esôfago ao duodeno, na sua sequência normal”, diz Szegö. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia, às vezes com um corte de 2 centímetros na altura do umbigo, contra 6 da operação tradicional. O tempo de internação diminui para dois dias e a dieta é menos restritiva – e todo mundo já ouviu histórias sobre o sofrimento, e os abusos, de obesos operados que só podem comer porções de passarinho. Ainda não reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, mas regulamentada pela Sociedade desde julho, a nova técnica parece ser tão eficiente quanto a derivação gástrica. A cirurgia bariátrica de qualquer tipo é indicada para obesos mórbidos cujo índice de massa corpórea (IMC) esteja acima de 40 ou na faixa de 35 no caso de pessoas que sofrem de doenças associadas ao peso excessivo, como diabetes ou hipertensão.

Como acontece com frequência na medicina, a eficiência da gastrectomia vertical foi descoberta por acaso. Praticada há cerca de trinta anos como parte inicial de um procedimento mais complexo recomendado principalmente em casos extremos de obesidade, a técnica foi experimentada em 2002 pelo médico canadense Michel Gagner como primeira parte de uma cirurgia bariátrica em duas fases. Mas um grande número de pacientes perdeu cerca de 70% do excesso de peso apenas com a gastrectomia, sem necessidade de passar pela segunda etapa do procedimento. “Acreditava-se que, sem alterar a parte intestinal, a perda de peso não seria tão significativa. Hoje se sabe que sem o fundo do estômago, onde é produzida a grelina, comumente chamada de hormônio da fome, o paciente sente menos vontade de comer e fica mais saciado”, diz o cirurgião Ricardo Cohen, que faz operações bariátricas desde 1996 e participou de um estudo com obesos que tinham IMC acima de 50. Entre seus operados havia onze reis momos – hoje, todos bem mais esbeltos. Numa das poucas pesquisas comparativas realizadas até agora, Gustavo Peixoto, professor assistente do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Espírito Santo, operou no ano passado 65 mulheres obesas, 32 por derivação gástrica e 33 por gastrectomia vertical. Os primeiros resultados, um ano depois, indicam que a perda de peso e o controle de doenças como diabetes e hipertensão foram iguais nos dois grupos. A gastrectomia confirmou vantagens em relação à absorção de nutrientes; a derivação gástrica se mostrou mais eficiente na diminuição do mau colesterol e dos triglicérides. “No momento, a gastrectomia é recomendada como plano B, para obesos com doenças do fígado, inflamação intestinal, pancreatite ou anemia – pacientes até então excluídos do tratamento cirúrgico e que finalmente encontraram uma alternativa”, diz Peixoto. “Mas tudo indica que a longo prazo ela vai assumir o primeiro lugar de cirurgia bariátrica.”

Pós-Obesidade Mórbida: Correção do Contorno Corporal

Doenças  doencas corpo humano obeso

Após um emagrecimento extenso, que ocorre após tratamento para obesidade mórbida, seja por dieta ou cirurgia com a colocação de banda gástrica ou redução de estômago, poderá necessitar da ressecção do excesso de pele e/ou de uma lipoaspiração.

A pele adicional geralmente perde sua elasticidade e fica pendular nos braços, abdome, mamas, coxas, face e pálpebras.

A cirurgia plástica do contorno corporal completo inclui a lipoaspiração, ressecção das dobras do abdomem, dos braços, das coxas, facelift, mamoplastia e outros procedimentos necessários.

A duração de uma cirurgia destas é de 2 a 5 horas, dependendo da quantidade de pele a ser removida. As cirurgias podem ser programadas em seqüência, em diversos meses subseqüentes, para reduzir a morbidade pós-operatória.

A dor pós-operatória é controlada com analgésicos comuns.

Podem ocorrer longas cicatrizes nos braços, abdome, coxas, mamas, que apresentam tendência à regressão com o tempo e. poderá necessitar de fisioterapia para redução do edema e para a obtenção do resultado final.

O retorno a rotina se dará após 4 semanas e as atividades árduas após 12 semana

OBESIDADE MÓRBIDA

Obesidade mórbida é definida, como o nome indica, como sendo aquela que traz consigo as doenças, ou o alto risco de adquiri-las, associadas ao excesso de peso. A obesidade é, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo ocidental, atingindo cerca de um terço da população e com aumento progressivo de incidência sendo por isso chamada de a "epidemia" do terceiro milênio. No Brasil, cerca de 15% dos adultos são obesos.

A obesidade não é um problema moral ou de falta de vontade, mas sim um sério problema médico, geralmente mal tratado e com muitas causas, envolvendo componentes genéticos, metabólicos, hormonais, comportamentais, culturais, psicológicos e sociais.

Dentre as várias doenças associadas à obesidade, as mais freqüentes são a hipertensão arterial, diabetes, doenças nas articulações - principalmente coluna baixa e membros inferiores -, insuficiência respiratória, apnéia do sono, varizes e trombose nas veias das pernas, doenças coronarianas, derrame cerebral, perda de urina - em mulheres, impotência, infertilidade e vários tipos de cânceres (mama, útero, intestino). Estas doenças, não só pioram a qualidade como também diminuem o tempo de vida do obeso em 20%.

O tratamento conservador da obesidade, através de mudanças no hábito alimentar, comportamental, exercícios físicos e medicamentos tem o seu lugar, porém, são ineficazes quando se trata de obesidade mórbida - Índice de Massa Corporal maior que 40 -. Vários estudos demonstram que, mesmo com emprego de novos medicamentos emagrecedores como a sibutramina, a cada 100 pacientes tratados apenas 34 conseguem perda ponderal de 10% ao final de 12 meses, perda esta que é muito pequena considerando-se o obeso mórbido.

Além destes maus resultados na perda ponderal, o tratamento conservador falha na manutenção desta perda com o passar do tempo, sendo que a quase totalidade dos pacientes recupera o peso perdido e, muitas vezes, ultrapassam-no após 5 anos de acompanhamento.

Desta forma, no consenso mundial sobre tratamento da obesidade, organizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em 1991, ficou estabelecido que o único tratamento eficaz na perda e manutenção ponderal do obeso mórbido é o tratamento cirúrgico.

CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE

Para se graduar a obesidade, é adotado pela Organização Mundial da Saúde o Índice de Massa Corporal (IMC) que é encontrado pela formula:

IMC = Peso em kilos dividido pelo resultado da multiplicação da Altura em metros por ela mesma. Exemplo, uma pessoa de 1,70 m e peso de 90 kg tem um IMC = 31, 14, ou seja, tem uma Obesidade Leve. Assim, de acordo com a tabela abaixo são classificadas as diferentes categorias de obesidade.

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL - CATEGORIA

IMC de 20 a 25 - Peso Saudável
IMC de 25 a 30 - Sobrepeso
IMC de 30 a 35 - Obesidade Leve
IMC de 35 a 40 - Obesidade Moderada
Acima de 40 - Obesidade Mórbida

QUANDO ESTÁ INDICADA A CIRURGIA?

A cirurgia, também por consenso mundial, esta indicada naqueles obesos que preencherem os seguintes critérios:

Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40

IMC maior que 35 com doenças associadas à obesidade

Falhas de tratamentos conservadores prévios sob orientação profissional

Ausência de doenças com riscos inaceitáveis para cirurgia

Ausência de doenças endócrinas como causa da obesidade

Ausência de psicopatias graves, incluindo viciados em droga e álcool.

QUAIS OS OBJETIVOS DA CIRURGIA?

O objetivo do tratamento cirúrgico é não só eliminar ou minimizar as doenças associadas à obesidade, como também resolver os problemas psicológicos e sociais causados pela mesma nas coisas mais simples da vida. Como na higiene pessoal, problemas de locomoção, atividades sociais, sexuais e no trabalho.

Resumindo, o objetivo do tratamento cirúrgico é melhorar não somente a qualidade, como também o tempo de vida do obeso, resolvendo os problemas de ordem física e psicossocial que o excesso de peso acarreta.

QUAIS OS TIPOS DE TÉCNICAS DE CIRURGIA PARA OBESIDADE MÓRBIDA?

Existem basicamente 3 tipos de cirurgias para o tratamento da obesidade: as restritivas, as má absortivas e as híbridas.

As primeiras cirurgias para obesidade iniciaram-se na década de 50 e eram do tipo má absortiva, ou seja, diminuíam o tamanho do intestino delgado de cerca de 6 a 7 metros para 35 a 45 cm de extensão, fazendo com que os alimentos não fossem adequadamente digeridos e absorvidos levando à diarréia e má absorção. A perda ponderal com este método era alta - 60% a 70% do peso -, porém complicações graves surgiram com o tempo levando à altas taxas de mortalidade, fazendo com que fossem totalmente abandonadas.

Nos anos 80, iniciou-se a era das cirurgias restritivas, ou seja, aquelas que restringem a ingestão alimentar por diminuição do volume do estômago de aproximadamente 2,0 litros para algo em torno de 20 ml promovendo assim, saciedade precoce. Com esta técnica a perda ponderal média ao final de 1 ano é de 20 % a 25% porém, a partir do 2º ano os pacientes novamente voltam a ganhar peso, principalmente aqueles que ingerem alimentos líquidos e pastosos altamente calóricos, como sorvete, leite condensado e pudins.

Baseando-se no mesmo princípio restritivo estão as bandas, ou prótese de silicone, inicialmente colocadas por cirurgia aberta e ultimamente por laparoscopia. Estas bandas "estrangulam" a parte superior do estômago formando um estômago em "ampulheta" dificultando o esvaziamento do compartimento superior para o inferior, levando da mesma forma acima citada à saciedade precoce, e como aquela, promove perda ponderal semelhante (20% a 25 %) e reganho de peso a partir do 2º ano. Deve, portanto, ter sua indicação bem precisa, já que para os grandes obesos e comedores de doce traz maus resultados. Outras desvantagens são o custo - cerca de 2.000 dólares - e a durabilidade da prótese de aproximadamente 15 anos.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, surgiu o tipo híbrido de cirurgia para obesidade, o qual associava a restrição através da redução do estômago com uma leve má absorção através da diminuição de apenas 1 metro do intestino. Esta cirurgia foi desenvolvida pelo cirurgião colombiano Rafael Capella, radicado nos Estados Unidos e leva o seu nome.

Com essa técnica a perda ponderal média após 1 ano chega a 40 % do peso pré-operatório e mantém-se assim com o passar dos anos. Esta é atualmente a técnica mais utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, sendo considerada no momento o padrão ouro do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.

QUAIS OS RISCOS DA CIRURGIA?

O risco é o mesmo de qualquer outra cirurgia de grande porte, mas existe e deve ser considerado. Abertura dos grampos ou das emendas podem ocorrer, mas é pouco comum, podendo levar o paciente a uma nova cirurgia. Embolia pulmonar - sangue coagulado nos pulmões -, e morte podem ocorrer, como em qualquer cirurgia, mas é raro (1%). No pós-operatório tardio poderá ocorrer queda de cabelo por volta do terceiro mês, mas recuperável. Pode ainda ocorrer vômitos esporádicos e diarréia associada a mal estar quando se comer doces.

O que é Obesidade?


A obesidade resulta do acúmulo excessivo de gordura que excede aos padrões estruturais e físicos do corpo.
A Obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública. É doença crônica, progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras doenças (co-morbidades).
Os dados atuais são preocupantes: o número de obesos no Brasil e no mundo tem aumentado com muita rapidez.

Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge dezenas de países.

Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, por que esse número cresce cada vez mais?

A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.

As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão: consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e se acumula no corpo, causando o aumento de peso.

Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o cuidado começa já na infância.
Definição e Prevalência
De acordo com o "National Institutes of Health (NIH)" - Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.
Quem resiste à tentação de, ao passar por uma farmácia, dar aquela "pesadinha" na balança, para ver se os quilos aumentaram ou diminuíram? Apesar desse “controle” que as pessoas costumam fazer, as balanças do Brasil e do mundo estão recebendo, cada vez mais, pessoas acima de seu peso ideal.

O Brasil e o mundo vivem uma verdadeira epidemia de obesidade. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros – ou 40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% das mulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.

50% dos brasileiros estão acima de seu
peso corporal ideal.

Além dos números altos, o que assusta é a rapidez com que eles cresceram. Estudos comparativos do Setor de Epidemiologia da Faculdade Pública da USP indicam que, na década de 1970, os homens obesos no Brasil somavam 2,8% da população masculina. Em apenas 23 anos, esse número quase triplicou, passando para os atuais 8%. No mesmo período, o índice feminino passou de 4,9% para 13%.

Nos Estados Unidos a situação é ainda mais preocupante: 61% da população está com o peso acima do normal, e em 2001 foram contabilizadas 300 mil mortes decorrentes da obesidade.

A obesidade mata por ano, cerca de 300 mil pessoas nos Estados Unidos, e quase 100 mil no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Hoje 97 milhões de americanos, mais de um terço da população adulta, estão acima do peso ou obesos. Estima-se que 10 milhões dessas pessoas sejam considerados Obesos Mórbidos.
"Acima do Peso" vs. "Obesidade"
Mas qual é, afinal, a diferença entre “estar acima do peso” e “ser obeso”?

A obesidade é um excesso de gordura na composição do corpo, mas só pode ser chamada assim quando mais de 20% da massa corporal total for constituída por gordura (30% no caso das mulheres).

Quem se encontra nessas condições, têm a saúde comprometida e corre o risco de contrair diversas doenças, como as cardiovasculares, vários tipos de câncer, diabetes e hipertensão, entre outras.
Causas da Obesidade
As pessoas engordam por diferentes motivos:
• Ou porque se alimentam de forma desequilibrada e consomem mais calorias do que necessitam e do que gastam (por levarem uma vida sedentária);
• Ou porque o corpo metaboliza os alimentos de forma desequilibrada.

Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme rapidez.

O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando obesidade.

Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo, pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este, por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.

Como você pode concluir, a obesidade é um assunto que tem de ser encarado com muita responsabilidade e cuidado. Procure se informar melhor sobre o tema e, se você sofre com excesso de peso, consulte seu médico regularmente para avaliar sua saúde.
As razões para a obesidade são diversas e complexas. Apesar da ciência convencional, a obesidade não é simplesmente um resultado de alimentação excessiva.
Tipos Físicos
Entendendo os Tipos Físicos para entender os Tipos Diferentes de Ganho de Peso
Os tipos físicos descritos pelos especialistas são: tubo, pêra, ampulheta e maçã.
Tubo (linhas finas, pouca cintura)
O perfil é basicamente reto. Membros longos e esguios. quadris estreitos com largura semelhante à do busto e dos ombros. A cintura não é bem definida.
Pêra (quadris à brasileira)
Típica brasileira, com quadris e coxas mais largos que os ombros. Cintura bem marcada e bumbum definido e proeminente.
Ampulheta (risco de gorduras localizadas)
Sua figura mostra as curvas femininas clássicas. Cintura fina e curvada. Coxas bem formadas. Ombros e quadris têm larguras semelhantes.
Maçã (ombros e costas largos)
Ombros, costas e peito proporcionalmente maiores que os quadris e as coxas. Bumbum pequeno. Aparência pesada na parte superior.
Tipos Diferentes de Ganho do Peso
"Maçã" vs. "Pêra"
Embora o total de gordura no nosso corpo seja importante, é mais relevante ainda, saber onde ela está localizada. A gordura depositada na região abdominal (andróide) acarreta mais riscos à saúde do que se ela estiver concentrada em outra parte do corpo, como região dos quadris e coxas (ginóide). Uma medida que é comum ser usada na prática médica para avaliar os risco de saúde é a Relação Cintura:Quadril.
Mulheres com Cintura:Quadril > 0,80 cm = Risco
Homens com Cintura:Quadril > 1,00 cm = Risco
Muitos especialistas utilizam, conjuntamente, os métodosIMC e Cintura:Quadril, para avaliar com mais segurança os risco de saúde do paciente. Cabe destacar, que outros autores têm aceite que a simples circunferência abdominal maior que 95 cm é representativa de risco elevado de doenças.

"Maçã" vs. "Pêra"

O ganho do peso na área acima da cintura (tipo físico maçã) é mais perigoso do que o peso ganho em torno da área dos quadris e do flanco (tipo físico pêra).

As células gordas na parte superior do corpo têm qualidades diferentes do que aqueles encontrados nos quadris e nas coxas.

As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência à insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Conceitos de Biologia em Relação às Gorduras
O papel das células
O corpo humano é formado por mais de 75 trilhões de células, unidades microscópicas, mas que contêm estruturas complexas que desempenham funções vitais. Para isso, elas precisam de energia, que provém das calorias absorvidas na alimentação. Dentro desse rol gigantesco de células, algumas são especializadas, desenvolvendo atividades específicas, como as células de absorção e as células gordurosas (adipócitos), imprescindíveis para a digestão e o armazenamento da gordura, respectivamente.
Células de absorção
Uma vez terminada a digestão dos alimentos, estes são absorvidos pelo organismo. No caso das gorduras, esse processo é feito no interior do intestino delgado, que apresenta protuberâncias minúsculas, chamadas de vilosidades, que participam da absorção dos nutrientes. Há também as microvilosidades, que são protuberâncias muito diminutas que contribuem para o transporte dos nutrientes, como as gorduras, da luz do intestino para a corrente sanguínea.
Células gordurosas
São chamadas de células gordurosas ou adipócitos, aquelas que armazenam gorduras dentro do corpo e as liberam quando for necessário. A energia é armazenada na forma de triglicerídeos, que são moléculas de lipídios compostas basicamente por gordura.

As células gordurosas armazenam energia na forma de triglicerídeos.
Distribuição anatômica da gordura
Em pessoas com peso normal, a maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele, atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos, além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região abdominal, o que representa uma importante reserva de energia, chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para muitas das doenças associadas à obesidade.
Gordura Subcutânea + Tecido Adiposo Visceral = Gordura Abdominal
Maçã ou Pêra
Quando o tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do tipo andróide ou tipo "maçã". Se a tendência é acumular gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como ginóide ou tipo "pêra".
Lipocytes (Células Gordas)
A gordura adicional é armazenada nos "lipocytes", que expandem no tamanho até que a gordura seja usada para o combustível.
Quando a entrada de energia é igual à saída da energia, não há nenhuma expansão das células gordas (lipocytes) para acomodar o excesso. Somente quando são consumidas mais calorias, é que são produzidas a gordura extra que está armazenada nos "lipocytes" e a pessoa começa a acumular gordura.
Mecanismo da Fome
O mecanismo da fome é controlado por um sistema complexo de comunicação entre diversas proteínas liberadas pelo aparelho digestivo e envolve mais de 250 genes herdados de nossos pais. Visando a manter o equilíbrio energético do organismo, cada um desses genes produz uma determinada proteína. Sua regulação é tão precisa que se a pessoa ingerir 120kcal a mais do que suas necessidades energéticas por dia (o que equivale a um copo de refrigerante), no final de 10 anos terá engordado 50k.

O estômago é um importante regulador do apetite. Quando está vazio, há a liberação de grelina, um hormônio que age no cérebro e dispara a sensação de fome que diminui gradativamente à medida que comemos.

A passagem dos alimentos para os intestinos provoca a liberação de outro hormônio, representado pela sigla PYY, que também age no cérebro, ativando o centro de saciedade e provocando a perda de apetite. O balanço estabelecido entre esses dois hormônios, grelina e PYY, indica quando se deve iniciar ou terminar uma refeição.

Dependendo do tipo de alimentos ingeridos, há uma composição diferente na liberação desses hormônios. Por exemplo, carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos antes de os intestinos liberarem o hormônio PYY inibidor da fome. Quebrados pela insulina produzida pelo pâncreas, esses carboidratos ingeridos em excesso transformam-se em células gordurosas.

No entanto, a gordura de alimentos, como a da carne vermelha, por exemplo, passa rapidamente para os intestinos e libera PYY induzindo mais depressa a sensação de saciedade. Essa constatação derruba antigos mitos que condenavam a ingestão de certos alimentos mais gordurosos como prejudiciais à saúde.
Saiba quais substâncias são liberadas pelas células de gordura
Célula Adiposa
Quando uma pessoa engorda, suas células adiposas (de gordura) aumentam em até seis vezes o seu tamanho e começam a se multiplicar, passando de cerca de 40 bilhões para cerca de 100 bilhões. Quando isso acontece, as células de gordura liberam na corrente sanguínea substâncias inflamatórias e hormônios, que causam diversos prejuízos ao organismo.
Ácidos Graxos
As células de gordura armazenam triglicérides e os liberam na corrente sanguínea como ácidos graxos, que têm a função energética. Mas quando são secretados em grande quantidade, são armazenados diretamente no fígado, coração e músculos, causando doenças.
IL-6 e TNF-ALFA
Proteínas produzidas pelo tecido adiposo e pelo sistema imunológico. Essas substâncias estão envolvidas no entupimento de artérias. Elas levam à formação de radicais livres (relacionados ao envelhecimento celular) e à lesão do endotélio (camada que reveste artérias e veias por dentro), favorecendo o acúmulo de placas de colesterol, que faz com que o indivíduo tenha mais doenças do coração e circulatórias.
Adiponectina
Proteína produzida pelo tecido adiposo. Tem um papel antiinflamatório e protege as artérias do entupimento pelo acúmulo de gordura. Ela é secretada pelo tecido adiposo em condições normais, mas quando a pessoa engorda, sua produção diminui. Está mais presente nos magros do que nos obesos.
Angiotensinogênio e PAI-1
O angiotensinogênio é convertido em uma substância que causa constrição dos vasos sanguíneos, causando hipertensão. A diminuição do PAI-1, um anticoagulante natural, está relacionada à formação de trombos e coágulos.
Resistina
Proteína produzida pelo tecido adiposo. Quando secretada em grandes quantidades está relacionada à resistência à insulina (condição que leva ao desenvolvimento do diabetes tipo 2).
Leptina
Hormônio produzido exclusivamente pelas células de gordura. É ele o responsável pela sensação de saciedade no cérebro. Quanto mais gordura a pessoa tem no corpo, mais leptina é produzida. O problema é que as pessoas obesas, apesar de produzir grande quantidade do hormônio, acabam criando resistência à sua ação.
Colesterol
Hiperlipidemia é o aumento dos lípides (gorduras) do sangue. Os lípides incluem colesterol, esteses do colesterol, fosfolípides e triglicérides. No sangue estão ligadas às moléculas grandes, chamadas de lipoproteínas. São LDL, HDL e triglicérides

Lípides é um termo amplo para designar todas as gorduras do organismo inclusive as do sangue.

O Colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos, etc). Em nosso organismo, desempenha funções essenciais como produção de hormônio, vitamina D, entre outras. No entanto, o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Em nosso sangue existem 2 tipos de colesterol:
LDL colesterol
Conhecido como “ruim”, ele pode se depositar nas artérias e provocar seu entupimento.
HDL colesterol
Conhecido como “bom”. Retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito diminuindo a formação da placa de gordura.

Triglicérides
É um dos componentes gordurosos das lipoproteínas junto com os fosfolípides.
Colesterol

• O que é?
O Colesterol é o resultado do metabolismo de duas substâncias em nosso organismo: *HDL, o bom colesterol, e *LDL, o mau colesterol. O LDL é adquirido pela ingestão de alimentos gordurosos de origem animal.

* LDL: É a abreviação, em inglês, das primeiras letras de Low Density Lipoprotein= lipoproteína de baixa densidade. É chamado também de LDL- colesterol ou colesterol mau, porque essa lipoproteína entra na composição da placa da ateroesclerose e na formação do trombo
* HDL: É a abreviação, em inglês,das primeiras letras de Hight Density Lipoprotein. Ao contrário do LDL, é uma lipoproteína de alta densidade. O HDL é considerado parte do colesterol que protege o coração (o bom colesterol).

• Causas
Os níveis de LDL-colesterol podem se elevar por 2 fatores principais: o genético e a dieta. O fator genético é o mais importante, porém dietas inadequadas também elevam o LDL-colesterol. Pessoas que têm parentes diretos com colesterol alto e história familiar de *aterosclerose devem ter seu colesterol dosado. Já a dieta rica em gorduras saturadas e colesterol aumenta os níveis de LDL-colesterol no sangue. O colesterol só existe nos alimentos de origem animal.

* Aterosclerose: É o mesmo de arteriosclerose. Envolve o depósito de gorduras (colesterol), cálcio,fibrina na camada interna das artérias. Palavra de origem grega que significa artérias endurecidas.

• Descrição
O colesterol na realidade é uma gordura do ponto de vista químico. Ele é um álcool monoídrico não saturado, fundamental para o homem porque faz parte da constituição da membrana que reveste as células dos tecidos e constitue matéria prima para a fabricação de ácidos biliares, hormônios e vitamina D. No sangue ele pode estar livre ou fazendo parte das chamadas lipoproteínas (aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam pelas artérias e veias). Do ponto de vista prático nos interessa dois tipos destas lipoproteínas: as LDL ( Low Density Proteins ou lipoproteínas de baixa densidade) e as HDL (High Density Lipoproteins ou lipoproteínas de alta densidade). O colesterol que faz parte das LDL é o que participa da formação das placas de aterosclerose que obstruem as artérias. Quando ele é absorvido pelos macrófagos que são células sangüíneas, estas se transformam nas chamadas células espumosas que marcam o início do processo de aterosclerose. Sua elevação é portanto indesejável e deve ser combatida. Já o colesterol contido nas lipoproteínas HDL é o bom colesterol. Ele não participa do processo de obstrução das artérias e tem ainda um efeito protetor. Estas lipoproteínas, na realidade retiram o colesterol dos tecidos e o leva para o fígado onde é eliminado ou reaproveitado. Esta ação é o que se chama de transporte reverso do colesterol que tem ação anti-aterogênica. Portanto, quanto maior o teor destas lipoproteínas HDL ou de alta densidade, mais se evita a obstrução arterial pela aterosclerose.

• Diagnóstico
Assim o risco de doença aumenta significativamente e progressivamente quando estão acima dos valores desejáveis o colesterol total e o colesterol ligado às lipoproteínas LDL. Para o HDL colesterol a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco de doença arterial coronariana. Existem evidências atuais que os *triglicérides acima de 200 mg/dl aumentam o risco de doença apenas quando estão presentes níveis de HDL diminuídos e de LDL aumentados. Um outro fato muito importante em todas estas evidências é que a redução dos níveis de LDL colesterol reduz, a longo prazo, o risco de doença nos indivíduos saudáveis e diminue as manifestações da doença já instalada nas pessoas com aterosclerose conhecida. É extremamente importante conhecer o chamado "perfil lipídeo" e modificá-lo caso esteja anormal.

* Triglicérides: É um dos componentes gordurosos das lipoproteínas junto com os fosfolípides

Valores para Adultos em mg/dl
DesejáveisLimitrofesAumentados
Colesterol totalAbaixo de 200200-239Acima de 240
LDL colesterolAbaixo de 130130-159Acima de 160
HDL colesterolAcima de 40--
TriglicéridesAbaixo de 200-Acima de 200

• Sintomas
Formam-se as placas de gordura ou *ateromas que se depositam nas artérias estreitando-as e prejudicando a passagem do sangue para o coração.

* Ateromas: É a formação, dentro da artéria, que estreita a passagem do sangue. É o que constitue-se na ateroesclerose ou arteriosclerose.

• Tratamento
Recomendações para quem tem colesterol elevado: Muita atenção com alimentos originários do reino animal. São eles que contém colesterol. Os alimentos do reino vegetal não contém colesterol.

Evite leite integral e seus derivados (queijos, principalmente amarelos, manteiga, creme de leite), biscoitos amanteigados, croissants, folhados, sorvetes cremosos, embutidos em geral (lingüiça salsicha e frios), carnes vermelhas gordurosas, carne de porco (bacon, torresmos), vísceras (fígado, miolo, miúdos); pele de animais terrestres, animais marinhos (camarão, lagosta, sardinha e outros frutos do mar).

Especial atenção deve-se dar à redução da ingestão de gema de ovo (225mg/unidade), não se esquecendo que ela participa também do preparo de diversos alimentos (bolos, tortas, panquecas, macarrão, etc).

AlimentosPreferirEvitar
Peixes, carnes, aves e frutos do marPeixes, frango sem pele, carnes magras. Retirar toda a gordura visível.Carnes gordurosas, vísceras (fígado, coração), embutidos.
Leite e derivadosLeite e iogurte desnatado, queijo branco ou ricota.Leite e iogurte integrais, queijos amarelos, cremosos.
OvosClara de ovo.
Receitas: 2 claras = 1 ovo
Gema de ovo.
Frutas e verdurasFrutas e verduras frescas.Verduras na manteiga
DocesMassas de bolo sem gema de ovo, sorvete e doces de frutas.Massas de bolo com gema de ovo, sorvetes com leite, doces com coco, chocolate, e chantilly.
Paes, cereais e grãosPães pobres em gordura, cereais integrais (aveia, trigo, farelo), massas sem gema de ovo, grão de bico, feijão, ervilha, lentilha, batata, arroz, mandioca.Pães com recheio, manteiga, croissants, bolachas, massas com gema de ovo.
Gorduras, óleos e molhosMargarinas, óleos vegetais (soja, milho, canola e azeite de oliva).Frituras, manteiga, óleo de coco e de dendê, maionese, gordura animal (toucinho, banha), molhos com creme de leite.

• Entenda o Colesterol

A maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo, cerca de 70%, no fígado, enquanto que apenas 30% provém da alimentação. Existem pessoas que já nascem geneticamente destinadas a serem grandes produtoras dessa molécula. Se elas conseguissem cortar todo o colesterol da dieta missão impossível, ainda não resolveriam seu problema e precisariam de remédios.

Os vilões do colesterol são os hábitos pouco saudáveis na alimentação. Mas o problema é quando ele circula em excesso, e acaba estacionando na parede das artérias, obstruindo-as, contribuindo assim, para uma doença conhecida por aterosclerose. As consequências desta doença são perigosas, podendo causar invalidez precoce, infartos, derrames, aneurismas podendo levar o indivíduo a morte.

O ideal é ter menos de 200 miligramas dessa gordura por decilitro sanguíneo. Mas isso depende de duas proteínas encarregadas do transporte do colesterol no sangue: a HDL e a LDL.

LDL (deve estar sempre abaixo de 100mg/dl) - É a abreviação, em inglês, das primeiras letras de Low Density Lipoprotein = lipoproteína de baixa densidade. É chamado também de LDL- colesterol ou colesterol mau, porque essa lipoproteína entra na composição da placa da ateroesclerose e na formação do trombo

HDL (deve ficar acima de 40 mg/dl) - É a abreviação, em inglês, das primeiras letras de Hight Density Lipoprotein. Ao contrário do LDL, é uma lipoproteína de alta densidade. O HDL é considerado parte do colesterol que protege o coração (o bom colesterol).

O colesterol pode ser levado a todas as células do organismo que necessitam dele para diversificadas funções como: formação de hormônios, ácidos biliares e vitamina D, que é muito importante para os ossos. Lembramos também, que quanto mais colesterol uma pessoa ingerir, com os alimentos que possuam gordura saturada e os de origem animal, as chances de aumentá-lo na corrente sangüínea será maior. Mas, não é apenas através da ingestão que os níveis desse elemento se eleva em nosso sangue, as doenças genéticas podem possibilitar o aumento do colesterol.

O colesterol contido nas lipoproteínas HDL é o bom colesterol. Ele não participa do processo de obstrução das artérias e tem ainda um efeito protetor. Estas lipoproteínas, na realidade retiram o colesterol dos tecidos e o leva para o fígado onde é eliminado ou reaproveitado. Esta ação é o que se chama de transporte reverso do colesterol que tem ação anti-aterogênica. Portanto, quanto maior o teor destas lipoproteínas HDL ou de alta densidade, mais se evita a obstrução arterial pela aterosclerose.

Já o LDL , tem relação direta com a doença aterosclerótica, geralmente, quanto maior for o LDL da pessoa, mais chances ela terá de sofrer das doenças decorrentes deste problema.

Infelizmente, o indivíduo só vai saber que tem a doença tarde demais, quando o vaso se rompe. A má circulação do sangue prejudica a oxigenação do organismo como um todo. Nos idosos, os sinais podem ser perda de memória, falta de atenção, dormir e acordar enquanto está conversando, dor nas pernas ao andar. A angina, dor no peito causada pela falta de oxigênio no coração, é também um sintoma.

O que é Aterosclerose ?
É o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição de gordura em suas paredes. Existe uma predisposição genética que, combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a pressão alta, pode levar à doença.

Tratamento
Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas a aterosclerose só melhora com uma mudança mais significativa no estilo de vida. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável e o peso sob controle são fundamentais. As pessoas que tem diabetes devem ficar mais atentas.

Sintomas
A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra a obstrução de uma ou mais artérias. Os sintomas dependem do órgão afetado pela obstrução da artéria, que podem inclusive levar o indivíduo a desenvolver algum fator de risco.

Prevenção
Quem tem predisposição deve seguir as mesmas recomendações descritas no tratamento: manter hábitos de vida saudáveis, evitando o fumo, controlando o colesterol e a pressão.

• Alimentação Balanceada
Comendo comida saudável você pode ajudar a reduzir sua taxa de colesterol LDL, e isto vai protegê-lo dos efeitos danosos do colesterol. Você pode elevar seu colesterol HDL com exercícios, parando de fumar (se você fuma), e perdendo peso (se você tiver a mais). Ingerindo comida saudável geralmente reduzimos os níveis de colesterol.

Eis aqui algumas dicas de como comer com boa qualidade:

Dicas para Evitar o Colesterol:
- Gordura saturada e chocolates;
- Carnes fritas, bacon, lingüiça;
- Batatas fritas, refrigerantes;
- Pães doces, bolos prontos, tortas, massas com ovos;
- Queijos amarelos, leite integral;
- Molhos gordurosos que contenham manteiga, coco e creme;
- Evite lanches rápidos como cachorro-quente e sanduíches gordurosos.

Dicas para Adotar no Combate ao Colesterol:
- Coma mais frutas e vegetais;
- Coma mais peixe grelhado ou assado e menos carnes fritas;
- Coma uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs. As fibras ajudam a reduzir as taxas de colesterol;
- Limite a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite;
- Limite os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado;
- Utilize derivados de leite pobres em gordura, leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light;
- Evite frituras.

Os cuidados com a alimentação devem ser redobrados com pessoas diabéticas, devido apresentarem riscos de manifestações da aterosclerose de três a quatro vezes maior, que as pessoas não-diabéticas. O ideal é que o nível de LDL em pessoas que tenham o diabetes, não passe de 100mg/dL.

• Quem pode ter o colesterol elevado?
O colesterol alto não apresenta sintomas, por isso, quem tem história de morte na família por infarto, doença Aterosclerótica, tem Obesidade, é Sedentário, e alimenta-se com ingestão exagerada de gorduras saturadas, tem mais chances de ter colesterol alto.
Fibras
As fibras são substâncias presentes em alimentos de origem vegetal que o organismo não é capaz de digerir e absorver.

São nutrientes indispensáveis, que não fornecem energia, e que desempenham funções importantes.

Existem 2 tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis, e elas possuem papéis diferentes no organismo.

Fibras Solúveis
Fibras solúveis em água, formando uma estrutura em forma de gel no intestino. retardam o esvaziamento do estômago, dando sensação de saciedade. Ajudam a diminuir o nível de colesterol, prevenindo o aparecimento de doenças cardiovasculares. Principais fontes: frutas, leguminosas (feijão, ervilha, etc), aveia e cevada.

Fibras Insolúveis
São insolúveis em água e aceleram o movimento do bolo fecal até o intestino, regulando o trânsito intestinal e evitando a constipação (prisão de ventre). As principais fontes são: verduras cruas, frutas e cereais integrais (trigo, aveia, milho, arroz, etc). Para o bom funcionamento do intestino o consumo de fibras deve ser acompanhado da ingestão de água ou líquidos.
Controle do Peso Corpóreo
Toda a vez que nos alimentamos, o estômago se distende e os alimentos começam a passar para o intestino. Esse processo de distensão do estômago e passagem dos alimentos para o intestino libera uma série de substâncias ativas que vão agir sobre o cérebro e sobre os centros que controlam a saciedade, indicando a hora de parar de comer. Simultaneamente, o cérebro envia outras substâncias mensageiras que atuam no aparelho digestivo. Além disso, o tecido gorduroso, que não é inerte mas um tecido endócrino, produz hormônios que também desempenham papel importante no controle do equilíbrio entre fome e saciedade.
O controle do peso corpóreo é feito pelo cérebro. Cabe a ele regular a quantidade de alimentos que ingerimos e garantir o aporte energético para que as células do organismo se mantenham vivas. Para ele, não faz diferença se elas são neurônios que controlam a inteligência humana ou células adiposas localizadas no abdômen ou nas nádegas.
Um desequilíbrio qualquer nesse mecanismo delicado pode gerar aumento excessivo ou perda de peso corpóreo. Nos dias de hoje, a obesidade constitui uma epidemia mundial. O tratamento dos casos mais graves é bastante complexo especialmente o dos casos classificados como obesidade grave ou grau 3, (nomenclatura que substituiu a denominação obesidade mórbida).
Os cariocas na balança
Pesquisa em capitais brasileiras mostra que o Rio de Janeiro é o campeão do excesso de peso
Uma pesquisa inédita realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em quinze capitais brasileiras mais o Distrito Federal, coloca o Rio em primeiro lugar no número de ocorrências de casos de sobrepeso e obesidade – 48,1% da população com mais de 18 anos pesa mais do que deveria.

Em segundo lugar vem Porto Alegre, com 45,1%, seguida de Curitiba (43%) e São Paulo (42,8%).

A pesquisa mostra que, no total de cidades investigadas, os entrevistados que apresentam Índice de Massa Corporal (o IMC, que é o peso dividido pela altura ao quadrado - Kg/m2) acima do considerado normal – a faixa que vai de 18,5 a 24,9 – chegam a 40,3%, sendo que pouco mais de 10,9% destes são obesos e 29,4% estão acima do peso ideal. Ou seja, quase metade dos brasileiros tem problemas com a balança.